Quando o ser humano está tão concentrado nos seus pensamentos, nas questões vigentes de sua vida, que mesmo que se concentre em algo além disso não enxergará muito além de si mesmo. O que vemos é aquilo que realmente é ou construimos? Será que construir a partir do que se vê ao invés de perceber o que realmente é também não seja benéfico? Como o trabalho artístico pode se desenvolver a partir dessas questões?
Não é mais o ver propriamente dito. É o construir com o olhar. Perceber até que ponto o nosso juízo de valor interfere na construção de novos conceitos.
O novo e o velho que convivem juntos. Um é oriundo do outro. Será que não é mais cabível a questão de se criar algo totalmente inovador? Tomo a liberdade de responder esta pergunta retórica. O totalmente inovador já não interessa, pelo menos a partir das coisas em que vejo e estudo em arte. Todavia utilizar de técnicas, readaptando os seus usos e trabalhando o desenvolmento de novas temáticas é o que importa neste momento.
Se descrevemos e trabalhamos aquilo que vemos/construimos, se lhe damos corpo, acabamos por criar um novo algo que vai propor interação. Ao ser visto e ou sentindo colocará um novo espaço de construção. Não mais o sair daquilo que nos cerca, mas mergulhar nas questões particulares. Não mais o totalmente inovador, mas aquilo que se constroe e reconstroe incessantemente nos nossos olhares.
domingo, 4 de abril de 2010
sábado, 3 de abril de 2010
Construção Primeira
Neste texto exponho o que penso a respeito da A Construção Primeira: é um espaço de reflexão e um teste mais livre do meu pensamento a respeito da construção e do desenrolar do meu trabalho plástico e de outros artistas. É o desenvolvimento e análise do processo de criação, com seus nuances e desdobramentos.
Não há tantos limites de construção. Precisa-se apenas do ponto de Partida. Daí construção primeira.
Não há tantos limites de construção. Precisa-se apenas do ponto de Partida. Daí construção primeira.
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